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domingo, 29 de julho de 2012

mãe de vitima de incesto: Estou em fase de construção, aguarde...

mãe de vitima de incesto: Estou em fase de construção, aguarde...:
Dedico esse blog a meu pai, meu irmão, meu filho e meu neto, homens que me amam .
Todo o meu amor para as vitimas de incesto mas, não é para elas que escrevo. Escrevo para as mães dessas vitimas, quero partilhar essa dor silenciosa, esse desespero, medo e amor.
Uso esse espaço para contar minha história e ouvir a de tantas outras mulheres, com coragem, mta coragem. Será tudo mto lento, como tem sido a minha dor. Vou respeitar meu limite. Quero ajudar e ser ajudada.
Por favor, não fale de uma coisa que vc não viveu, não critique o que não conhece.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

VERSOS QUE JAMAIS NASCERÃO!

Se jamais nascerão, o que estão fazendo aqui? Opine, que explicarei...

Do debate bate a gota no balde, colhe a gota de um instante
lava a chuva o nome de Freire, fria, fina... constante!
com gotas não transborda o balde... sem gotas é vazio ser...
A tempestade da chuva, revela gotas de lágrimas a escorrer.

Nem o balde é texto, nem a chuva é contexto,
mas para ler o texto, testo o pretexto.
É poema de presentes, é leitura que prescinde o preceder aos atos,
ou fatalmente não expõe a veracidade dos fatos!

Por que o porquê de tanta chuva?
Talvez por Ivo continuar vendo a uva...
Mas não se embriagr com o vinho!
pois colhe o balde as gotas da chuva,
mas as gotas se esvaem pelo caminho.

Pobre do balde frustrado, rico mestre ignorado...
Que mesmo com o nome na parede estampado...
Nunca lido, jamais lembrado...
Perdão por meu profano lirismo,
queria ser perturbador; sou apenas perturbado.

Que natimorto sejam meus versos,
pois versam versus o acesso de poder...
Poder ao qual sou adverso... pois ascende acesso
ao avesso do verdadeiro acesso ao saber!
Prof. Gílberte

POR QUE SER PROFESSOR?

Não sei é lenda, mas dizem que um milionário texano ao ver madre Tereza alimentar um doente moribundo, que regurgitava a comida a todo instante, se aproximou e disse-lhe:
- Eu não faria isso por dinheiro nenhum do mundo, irmã! Ela serenamente respondeu:
- Nem eu meu filho!
Independente da veracidade dos fatos, provavelmente, algum doente do corpo ou da alma, encontrou nos calorosos braços da madre, seu melhor instante de paz, ainda que este tenha sido seu último instante de paz.
A palavra utopia, etimologicamente, signigfica lugar nenhum; porém morfologicamente, este significado foi inicialmente ampliado para o sonho inatingivel. Dentro do contexto educacional, através da persistencia do professor Paulo Freire, este sonho ainda que não seja passível de conclusão, não nos permite fraquejar e deixar de sonhar, dando vida a ilha de Thomas More, pela magia do ato de lecionar dentro de uma prática politica.
Sem a falsa ilusão de apologia ao desapego material, pois jamais deixei de defender uma remuneração mais justa a todo profissional da educação; ser professor é mais que ser profissional, é lecionar sendo educador consciente, praticar sacerdócio social, é compartilhar com seus alunos os bons e maus momentos, é na maioria das vezes ser a única pessoa que o ouça, que o compreenda e em quem ele ainda possa confiar.
Já faz algum tempo que nós professores e professoras, percebemos que a sala de aula deixou de ser espaço em que um ensina e diversos aprendem, ela se transformou em palco social, local de discussão da sociedade que desejamos, das negociações dos conflitos, do desabafo, da realização dos sonhos, que se deixarmos de sonhar, morreremos... Ainda que permaneçamos biologicamente vivos! A escola a exemplo dos demais centros de reuniões da sociedade, não acompanha o real desenvolvimento da sociedade contemporanea, porém os professores e professoras devidamente conectados a seus alunos e alunas, são capazes de compreender estas mudanças e amenizar os conflitos em que se encontram.
É fazer da prática cotidiana, a melhor reflexão teórica. É repor nossas energias através daquela cartinha cheia de erros ortográficos, mas também repleta do mais sincero e inocente amor; justo daquele aluno ou aluna, sobre o qual acabei de desabafar:
- Não sei mais o que fazer com esta criança...
Então você lhe dá um abraço, pois ela sabe exatamente o fazer com você, entregando-lhe em um pequeno pedaço de papel, o que nenhum elogio sobre o seu trabalho, por mais bem elaborado seria capaz de substituir:
- "SUA AULA É MUNTU LEGAU"
A criança tem o direito ingênuo de não querer aprender, mas não pode o professor se apossar desta ingenuidade como artificio para não ensinar. pois se tenho consciência para exigir melhores salários, melhores condições de trabalho, também tenho consciência crítica de avaliar todo o contexto em que me encontro no meu trabalho e eu como professor tenho a obrigação de não fraquejar ou o direito consciênte de mudar de profissão.
Isso é a mais profunda utopia educacional moderna. A escola é uma ilha, onde diferentemente da sociedade individualista e consumista, que prega a todo instante o Darwinismo social, seres humanos, diferentes entre si e com diferentes potencialidades, ocupam o mesmo espaço e devem receber a mesma atenção, cabendo ao professor(a) a árdua tarefa de descobrir como cada um reage a cada desafio proposto. E por menor que pareça ser a sua contribuição para a manutenção desta entidade, ele está tão intrinsicamente ligado a ela, que sua ausência , por mais discreta que seja, é logo percebida por alguém que naquele momento o julga insubistituivel.
É por isso que escolhemos ser professores ou professoras, para sermos consumidos por nossos sonhos e por poder participar dos sonhos, daqueles que mesmo maculados pelos mais terríveis pesadelos, jamais deixarão de dormir acordados, somente pelo prazer de continuar sonhando!
prof. Gílberte

sábado, 30 de outubro de 2010

A VOLTA DA REPETÊNCIA NA ESCOLA?

A educação de ensino fundamental pública no Brasil está em crise! Embora esta constatação não seja nova, ela nunca foi tão comentada e discutida. Dentro destas discussões obviamente, além das críticas, surgem ideias para que possamos amenizar ou solucionar o problema. Entre algumas sugestões uma que vem ganhando cada vez mais força e adeptos é a da volta da repetência, que confesso ainda não consegui entender .
Todos os dias nós professores e professoras repetimos que não há como ensinar os alunos, repetimos que eles não querem aprender, eles não tem limites, a unidade não dispõe de recursos, repetimos que o salário é muito baixo, o profissional da educação não é valorizado, repetimos que a família não participa...
A família por sua vez está sempre repetindo que não consegue controlar seus filhos, que a qualidade da escola pública é muito ruim, repetem que não têm tempo para acompanhar as atividades do filho, que a escola antigamente era muito melhor, repetem que professores e professoras não conseguem ensinar como deveriam, que as secretarias da educação não oferece material e uniforme ...
As secretarias estaduais e municipais repetem todo ano uma pesada carga burocrática, sempre ampliada com um novo e relevante documento. Repetem a importância de se realizar um bom planejamento , repetem os mesmos paradigmas, as mesmas inverdades, projetos com nova roupagem. Repetem o padrão, os conteúdos ultrapassados e em desacordo com o mundo real, o rigor no prazo para a entrega de todos os documentos políticos, documentos e documentos...
Os políticos por sua vez, repetem que a educação é prioridade. Repetem que o professor e professora precisam de melhor remuneração, que a escola precisa de mais recursos, que todos devem estar envolvidos nesta luta. Repetem que além de segurança e saúde o seu compromisso é com a educação, repetem erros como demitir o professor Cristovam Buarque...
Os teóricos repetem a forma jaculatória, a importância da arte. Repetem que o brincar é o simbolismo da realidade, do construir o próprio conhecimento, de se colocar o aluno(a) como objetivo principal, da relevância da formação continuada, da capacitação do professor, da música, das novas tecnologias, repetem que os alunos precisam participar...
Os alunos e alunas ainda que inconsciente repetem os mesmos erros de ortografia, os mesmos erros de interpretação, (que os pais da boa escola também repetem) recusam os conteúdos tão importantes como o uso da letra cursiva, a aprendizagem das frações, do uso de parágrafos, travessões, da estética do caderno, do bom comportamento, da formação organizada das filas, repetem as asneiras que aprendem com a mídia...
A mídia repete constantemente as comparações com os paises desenvolvidos, o descaso do poder público. repete a incompetencia dos professores e professoras com baixa escolaridade, desinteressados e desmotivados, o resultado ruim das avaliações.Repentem os comentários pertinentes corretos e polêmicos de pessoas que se formaram em economia e embora nunca tenham lecionado, entendem muito do assunto,(acho qúe falar de economia é mais díficil)...
E a escola pública de ensino fundamental, repete os baixos índices de aprendizagem. Repete o fracasso das metodologias.Repete o aumento no número de pessoas com mais anos de formação, os mesmos que causam o aumento no índice de alunos que após cinco anos são aprovados sem saberem compreender e escrever uma única frase, repete a eficiencia dos vestibulares, igualdade de oportunidade e desigualdade de condições...
Nesta corrente a repetência de inaugurações de belos prédios, com muitos defeitos, de enriquecimento das empreiteiras que os constroem, a repetência dos belos discursos dos políticos que os inaugura , enquanto a população repete o pão com salsicha e suco. Os ensaios com modelos representando professoras e alunos para propaganda a ser exibida na televisão é repetida quantas vezes necessária for... A frustração de muitos como eu gosta que acredita no que faz também se repete...
Portanto este pobre e ignorante ser, deixa para alguém mais talentoso e perspicaz a indagação do título; com tanta repetência, sem resultados práticos, por que acredita-se na volta dela como solução?

prof. Gílberte

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Bom dia,

Como este espaço se destina a seres pensantes, que utilizam o cérebro para evoluir através de seus erros, ele acaba de nascer como um ser humano, de cabeça.
Neste espaço publicaremos alguns textos para reflexão. Espero encontrar oposição as ideias, afinal se pensarmos exatamente igual, não haveria nem provocação e nem pensamento.
O pensamento deve ser ancorado em argumentos, que quanto mais expostos a contradição, maior será sua validação ou não. Por isso quanto mais gente provocada, maior e mais sólido será o pensamento.
Sejam bem vindas e bem vindos a este espaço.
prof. Gílberte